Artroplastia total do quadril

            O termo ARTROPLASTIA TOTAL DO QUADRIL refere-se à cirurgia de substituição da articulação do quadril, incluindo o acetábulo e a cabeça do fêmur por peças feitas de materiais artificiais, chamada prótese, para restabelecer a função desta articulação. A primeira cirurgia foi realizada nos anos 50 na Inglaterra e desde então muito aperfeiçoada. Hoje em dia, nos Estados Unidos realizam-se cerca de 400.000 destas cirurgias por ano e, felizmente, essa operação é uma das mais bem sucedidas, uma vez que a grande maioria dos pacientes a ela submetida está satisfeita com seu resultado.

            Entretanto, a decisão de realizar a artroplastia total do quadril deve ser discutida entre o paciente e sua família e seu ortopedista, após uma avaliação inicial.  Embora muitos pacientes que se submetem à ATQ tenham entre 60 e 80 anos de idade, os cirurgiões avaliam pacientes individualmente. As recomendações para a cirurgia são baseadas na intensidade da dor, limitações e estado de saúde geral, não unicamente na idade. Assim como todas as cirurgias esta também apresenta algumas contra-indicações como, presença de infecção ativa localizada ou sistêmica, e também conta indicações relativas como obesidade, presença de fraqueza muscular grave, ou paralisia em torno da articulação, etc.

            A Artroplastia total do quadril esta indicado em casos como, necrose da cabeça do fêmur, artrite reumatóide, fratura do colo femoral, osteoartrite de quadril, entre outras.

            Os benefícios desta cirurgia são:
            Redução expressiva da dor na maioria dos pacientes (95 a 98%);
            Redução da rigidez com o movimento próximo ao normal;
            Aumento da capacidade e da distância de caminhada;
            Melhora expressiva da capacidade para realizar a maioria das atividades de vida diária.

            Este procedimento cirúrgico, porém, tem seus riscos:
            Perda grande de sangue, podendo ser necessária transfusão sanguínea;
            Trombose, formação de coágulo dentro das veias, que pode impedir a circulação normal do                  sangue na perna e perigo de embolia pulmonar;
             Reação à anestesia;
             Infecção pós-operatória;
             Problemas técnicos intra-operatórios.

            Existem 3 tipos de fixação (prótese): cimentada, não cimentada e híbrida.
            A prótese cimentada é aquela em que se usa o cimento ósseo para fixar o componente acetabular na bacia e a parte femoral no fêmur;
            A prótese não cimentada se caracteriza pela fixação do acetábulo e do componente femoral diretamente na superfície óssea sem a utilização de cimento;
            Na prótese híbrida o componente acetabular é fixado no acetábulo através de parafusos e o componente femoral fixado com cimento ao fêmur (Santos, 2004).

            O tratamento será iniciado na fase pré-cirúrgica com finalidade preventiva de complicações respiratórias, motoras, manter as articulações preservadas, e evitar possíveis escaras de decúbito. Será incluso exercícios básicos para treinar o paciente aos exercícios pos cirúrgicos, como também orientar quanto ao uso de bengala ou andador.

            A segunda fase do tratamento inicia-se, no dia seguinte do pos cirúrgico. Esta terá mesmas finalidades do pré-cirurgico, mas com intensificação dos exercícios respiratórios e motores, para que o paciente retorne a sua marcha o mais rápido possível e evite um ciclo vicioso de dor e perca de movimentos ativos.
           
            Após a alta hospitalar alguns cuidados devem ser seguidos como manter as pernas abertas, não dormir sobre o lado operado, manter o membro em abdução, não sentar em cadeiras baixas, não sentar reto na cadeira e sim inclinar o tronco para trás com a região lombo-sacra, evitar girar o membro operado, utilizar muletas ou andador, fazer descarga de peso no membro operado de acordo com a evolução do tratamento, não pegar objetos no chão, não tomar banho de banheira, evitar o uso de tapetes e a presença de animais que possam escorregar, tropeçar e provocar tombos, não dirigir veículos, alterações sensitivas e edemas devem ser notificados, etc.

            Os tratamentos nem sempre seguem a mesma conduta, sendo necessário avaliar os pacientes respeitando suas individualidades, e complicações que por ventura venha a ocorrer. Sendo que quanto mais precoce for iniciado o tratamento, melhor e mais rápida será a recuperação funcional (motora, respiratória) do paciente, voltando assim as suas atividades de vida diária e profissional.

 

Referencias Bibliográficas:

HENRIQUES, Sylvia H. F. C. O que você deve saber sobre a Artroplastia do Quadril. Disponível em: www.iafortopedia.com.br/orientacoes_artroplastia.php - 9k -.

MARTINEZ, Maisa. Avaliação da Marcha em Pacientes Submetidos à Artroplastia Total de Quadril Comparados a Pessoas Saudáveis.  Monografia para obtenção de titulo de Especialização em Fisioterapia aplicada à Ortopedia e Traumatologia da
Universidade Estadual de Campinas-Unicamp.

SANTOS, B.P. “Artroplastia de Quadril”. Junho, 2004.  Disponível em:
<http://www.fisioweb.com.br/[capturado>.

Dr. José Ricardo Peres Gregório
Fisioterapeuta

 








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